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Crônicas da campanha
Com dinheiro fica fácil
Uma nova modalidade de se "colocar à disposição para a campanha" está colocada em pauta pelos cabos eleitorais de plantão. Ou melhor, talvez nem seja nova. Como antigamente eu fazia campanha em um partido de esquerda, tido como radical, que não aceitava aliança com qualquer um, é possível que tal pratica só tenha chegado ao meu conhecimento agora que estamos numa coligação, digamos assim, bastante ampla.
Pois bem, o tal cabo eleitoral, não vem se colocar à disposição para ajudar na campanha, ele vem vender a sua estrutura composta de veículo, coordenadores e equipe. São "lideranças" que se dizem capazes de mobilizar centenas de pessoas, conquistar milhares de votos e dar uma "contribuição" decisiva para eleger qualquer candidato. A contrapartida exigida é sempre uma remuneração para os coordenadores, combustível, alimentação etc, etc.
Cheguei a conversar com pelo menos 4 desses líderes que ofereciam os mesmos serviços e prometiam resultados semelhantes, só mudavam os métodos. Um deles chegou a detalhar a sua metodologia: eles são 20 líderes, mas para ser líder tem que ter no mínimo 50 pessoas cadastradas e comprometidas a votar em quem ele indicar. Não se sabe o que é prometido para formar este pequeno curral, mas com certeza é algo que vai comprometer o eleito mais tarde.
Depois dessas conversas conclui que é mais fácil do que se imagina a eleição de quem tem dinheiro.
Uma nova modalidade de se "colocar à disposição para a campanha" está colocada em pauta pelos cabos eleitorais de plantão. Ou melhor, talvez nem seja nova. Como antigamente eu fazia campanha em um partido de esquerda, tido como radical, que não aceitava aliança com qualquer um, é possível que tal pratica só tenha chegado ao meu conhecimento agora que estamos numa coligação, digamos assim, bastante ampla.
Pois bem, o tal cabo eleitoral, não vem se colocar à disposição para ajudar na campanha, ele vem vender a sua estrutura composta de veículo, coordenadores e equipe. São "lideranças" que se dizem capazes de mobilizar centenas de pessoas, conquistar milhares de votos e dar uma "contribuição" decisiva para eleger qualquer candidato. A contrapartida exigida é sempre uma remuneração para os coordenadores, combustível, alimentação etc, etc.
Cheguei a conversar com pelo menos 4 desses líderes que ofereciam os mesmos serviços e prometiam resultados semelhantes, só mudavam os métodos. Um deles chegou a detalhar a sua metodologia: eles são 20 líderes, mas para ser líder tem que ter no mínimo 50 pessoas cadastradas e comprometidas a votar em quem ele indicar. Não se sabe o que é prometido para formar este pequeno curral, mas com certeza é algo que vai comprometer o eleito mais tarde.
Depois dessas conversas conclui que é mais fácil do que se imagina a eleição de quem tem dinheiro.
TRE faz Wilson Lima manter a palavra
"Não vou abandonar o barco. Vou abrir mão de uma reeleição garantida à vaga de deputado distrital para permanecer no governo. Mas queria chamar o povo de Brasília e as lideranças políticas a uma reflexão.
Muitas das pessoas interessadas em participar da eleição indireta estão de olho é na reeleição no fim do ano. Estou trabalhando para ser eleito nas eleições indiretas, mas deixando sempre bem claro que em outubro não serei candidato a nada, nem apoiarei nenhum candidato". Wilson Lima, em 31 de março quando achava que ia ser eleito indiretamente pelos seus colegas da Câmara Legislativa
Muitas das pessoas interessadas em participar da eleição indireta estão de olho é na reeleição no fim do ano. Estou trabalhando para ser eleito nas eleições indiretas, mas deixando sempre bem claro que em outubro não serei candidato a nada, nem apoiarei nenhum candidato". Wilson Lima, em 31 de março quando achava que ia ser eleito indiretamente pelos seus colegas da Câmara Legislativa
TRE-DF mantém impugnação da candidatura de Wilson Lima
Ricardo Taffner - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) manteve nesta terça-feira (27/7) a impugnação da candidatura à reeleição do deputado distrital Wilson Lima (PR). Foram 6 votos a 0 para que o expresidente da Câmara Legislativa do DF ficasse inelegível.
Com o resultado, Lima não poderá se candidatar às eleições deste ano. O relator da ação, juiz Luciano Vasconcellos, indeferiu o pedido de candidatura com base no artigo 14, da Constituição da Republica que diz: "para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito”.
Publicação: 27/07/2010 15:27 Atualização: 27/07/2010 15:40
Fonte: Correio Braziliense
Com o resultado, Lima não poderá se candidatar às eleições deste ano. O relator da ação, juiz Luciano Vasconcellos, indeferiu o pedido de candidatura com base no artigo 14, da Constituição da Republica que diz: "para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito”.
Publicação: 27/07/2010 15:27 Atualização: 27/07/2010 15:40
Fonte: Correio Braziliense
Crônicas da campanha
"Eu quero é meu lote"
Esta foi a frase que ouvi várias vezes ao andar pelas ruas da Ceilândia em campanha pelo meu candidato da deputado distrital.
Este é o grande mal implantado pelo ex-governador e candidato a governador, Joaquim Roriz que criou a cultura de doação de lotes à população criando cidades e mais cidades na periferia de Brasília. E não foi só isso, Roriz virou o símbolo da esperança de um lote, de uma banca na feira, de um espaço no centro para vender bugigangas, de veículo de transporte pirata. Roriz é o simbolo de informalidade e do fato consumado da ocupação e posterior legalização de espaços públicos.
Ele nem precisa fazer discursos ou promessas. Ele encarna esta imagem messiânica de pai dos pobres, do pão e leite, do restaurante que vende comida a um real. Para quem tem informação ele representa o mal do inchaço de Brasilia com seus cerca de 2,5 milhões de habitantes, cercada por mais de 2 milhões de almas gravitando no entorno da nossa cidade.
"Eu quero é meu lote" é o chavão repetido para representar muito mais do que moradia poque quem quer morar, quer escola, quer hospital, quer transporte, quer emprego. E qual será a resposta convincente que um candidato sério pode dar a estas pessoas. Como convencê-las de que um lote não é a solução para os problemas esrtruturais do Distrito Federal. Que a irregularidade não é solução para as grandes necessidades do nosso povo. Com a palavra o candidato Agnelo Queiroz.
Esta foi a frase que ouvi várias vezes ao andar pelas ruas da Ceilândia em campanha pelo meu candidato da deputado distrital.
Este é o grande mal implantado pelo ex-governador e candidato a governador, Joaquim Roriz que criou a cultura de doação de lotes à população criando cidades e mais cidades na periferia de Brasília. E não foi só isso, Roriz virou o símbolo da esperança de um lote, de uma banca na feira, de um espaço no centro para vender bugigangas, de veículo de transporte pirata. Roriz é o simbolo de informalidade e do fato consumado da ocupação e posterior legalização de espaços públicos.
Ele nem precisa fazer discursos ou promessas. Ele encarna esta imagem messiânica de pai dos pobres, do pão e leite, do restaurante que vende comida a um real. Para quem tem informação ele representa o mal do inchaço de Brasilia com seus cerca de 2,5 milhões de habitantes, cercada por mais de 2 milhões de almas gravitando no entorno da nossa cidade.
"Eu quero é meu lote" é o chavão repetido para representar muito mais do que moradia poque quem quer morar, quer escola, quer hospital, quer transporte, quer emprego. E qual será a resposta convincente que um candidato sério pode dar a estas pessoas. Como convencê-las de que um lote não é a solução para os problemas esrtruturais do Distrito Federal. Que a irregularidade não é solução para as grandes necessidades do nosso povo. Com a palavra o candidato Agnelo Queiroz.
Crônicas da campanha
Indio não quer apito
No livro de Darcy Ribeiro, O Povo Brasileiro, no qual ele busca as origens da formação do nosso povo, ele conta que os indios, quando da chegada da esquadra de Pedro Alvares Cabral, não viviam nas matas da Terra de Santa Cruz, ou Terra de Vera Cruz, ou Brasil mesmo, eles viviam na costa.
Eis que do nada a campanha do candidato José Serra, PSDB/DEM e outras coisitas, descobre o Indio da Costa e o chama para ser o seu vice. Com cara de playboy, o desconhecido deputado federal se presta a um papel lamentável de subserviência aos colonizadores tucanos ao brandir o seu tacape verbal contra o PT e sua candidata a presidente da república, Dilma Rousseff, acusando o partido de ter ligações com as Farcs e de ser conivente com o trafico de drogas.
Enquanto o Indio da Costa usa o tacape, faz a dança da chuva, atira flechas, bate tambor a elite capitaneada por Serra bate palmas. O Indio se presta ao serviço sujo, ao contrário dos nossos indigenas que jamais se curvaram aos desejos dos colonizadoras. Mas este faz tudo para aparecer.
No livro de Darcy Ribeiro, O Povo Brasileiro, no qual ele busca as origens da formação do nosso povo, ele conta que os indios, quando da chegada da esquadra de Pedro Alvares Cabral, não viviam nas matas da Terra de Santa Cruz, ou Terra de Vera Cruz, ou Brasil mesmo, eles viviam na costa.
Eis que do nada a campanha do candidato José Serra, PSDB/DEM e outras coisitas, descobre o Indio da Costa e o chama para ser o seu vice. Com cara de playboy, o desconhecido deputado federal se presta a um papel lamentável de subserviência aos colonizadores tucanos ao brandir o seu tacape verbal contra o PT e sua candidata a presidente da república, Dilma Rousseff, acusando o partido de ter ligações com as Farcs e de ser conivente com o trafico de drogas.
Enquanto o Indio da Costa usa o tacape, faz a dança da chuva, atira flechas, bate tambor a elite capitaneada por Serra bate palmas. O Indio se presta ao serviço sujo, ao contrário dos nossos indigenas que jamais se curvaram aos desejos dos colonizadoras. Mas este faz tudo para aparecer.
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